Hoje eu abrir o Word para tentar escrever um texto pra o blog. Pensei, pensei e nada saiu. Foi quando algo assustador passou pela minha cabeça.
Eu perdi a capacidade de escrever.
Já não escrevia tão bem assim, mas agora parece que as palavras me faltam com mais freqüência do que alguns meses atrás.
Relendo esse blog eu percebo que ele é meio sombrio. E por quê? Eu só escrevi algo do que realmente gostei quando estava triste, deprimida, down. Então concluí que estar feliz não inspira. Peguei alguns dos meus textos favoritos da Jane Austen, Hermann Hesse, Clarice Lispector, Florbela Espanca e Machado de Assis. Inglesa, Alemão/suíço, Brasileira/o e uma portuguesa. O que eles têm em comum? (Além da capacidade de me emocionar, me fazer viajar e apaixonar). Os seus melhores textos têm cunho melancólico. Será que a melancolia é inspiradora? E se for, por quê?
Quando se está feliz não sobra tempo para mais nada, Clarice?
O que é preciso para escrever? Papel e caneta? Word e teclado? Paixão e solidão?
Colocar o pessimismo, a desesperança, o sofrimento pra fora é mais fácil? Não. Sim. Não sei. O que sei é que sinto falta, sinto falta de escrever, mesmo que meus escritos sejam medíocres.
O homem é um ser ansioso pela felicidade; no entanto, não a suporta por muito tempo.
Por que será, hein Hesse?
Hoje é só um texto de perguntas, perguntas sem resposta.
